Por Redação Gente de Expressão | Três Lagoas, MS
Durante um bate-papo descontraído no podcast Surubaum, apresentado por Giovanna Ewbank e Bruno Gagliasso, a apresentadora Fernanda Lima soltou uma frase que, de tão verdadeira, reverberou em milhares de lares brasileiros:
“O sexo… Não está fácil. É que a vida vai ficando muito corrida.”
Com humor e franqueza, ela contou que a frequência da vida sexual com o marido Rodrigo Hilbert — com quem tem três filhos — diminuiu com o tempo e a rotina. O tema, embora tratado com leveza, tocou fundo em quem vive o mesmo dilema, especialmente em relacionamentos duradouros.
O trecho viralizou nas redes e reacendeu uma conversa necessária: o descompasso do desejo e os desafios da intimidade na vida adulta.
Desejo em queda: drama íntimo, comum e silencioso
Quem nunca ouviu (ou viveu) a frase “a gente quase não tem mais tempo um pro outro”? Segundo especialistas em sexualidade, isso não é exceção — é regra nos relacionamentos longos.
A sexóloga Carolina Ambrogini explica que o desejo sexual nem sempre aparece como mágica, e que esperar a “vontade espontânea” pode ser um erro comum.
“Os casais ficam esperando a libido surgir sozinha. Mas com rotina, filhos, trabalho e exaustão, o desejo passa a ser mais responsivo do que impulsivo. E aí, ninguém toma iniciativa.”
Marcar hora para o sexo? Pode funcionar!
Essa estratégia, que pode parecer fria à primeira vista, é uma saída realista para casais ocupados. O cantor Junior Lima já revelou que, junto da esposa Mônica Benini, adotou a prática de “agendar” momentos de intimidade.
“Pode parecer estranho, mas funciona”, disse ele.
A sexóloga Monica Verdier concorda:
“Marcar pode ser útil para manter a conexão física e emocional. Não precisa ser algo mecânico — pode, sim, ser uma forma de cuidar do relacionamento.”
Comunicação, carinho e conexão
A ideia de que sexo é o termômetro absoluto de um relacionamento precisa ser questionada. Abraços, toques, beijos e afeto também contam — e muito. Segundo a ginecologista Carolina Ambrogini, o essencial é que o casal consiga conversar com honestidade e acolhimento sobre suas necessidades.
A pesquisadora Kristen Mark, da Universidade de Minnesota, reforça:
“Casais bem-sucedidos não são os que nunca enfrentam diferenças de libido, mas os que aprendem a negociar com respeito e sem culpa.”
Casamento sem sexo é o fim?
Não, necessariamente. O sexo pode sair de cena por um tempo — ou voltar de forma diferente. A vida real não é uma comédia romântica. Às vezes, o primeiro passo é justamente um “a gente precisa, né?” dito com riso no canto da boca, como Fernanda relatou.
E está tudo bem. O importante é que haja diálogo, parceria e vontade mútua de encontrar equilíbrio. Porque a intimidade não é só física — é também construída no cotidiano, no respeito e na escuta.
Fica o recado:
Se você ou seu parceiro estão em fases diferentes do desejo, vocês não estão sozinhos. A fala de Fernanda Lima apenas tirou do silêncio um tema que mora em muitos relacionamentos — e, ao fazer isso, ajudou muita gente a se reconhecer, se questionar e, quem sabe, se reconectar.
Porque, no fim, a intimidade verdadeira não nasce do impulso — ela se constrói com intenção.


