Por Redação Gente de Expressão | Três Lagoas, MS

Colorido, frenético e fiel às suas raízes — Mario Kart World chegou com o peso de representar uma nova fase da franquia de corrida mais icônica dos videogames. Exclusivo do Nintendo Switch 2, o jogo apresenta visuais estonteantes, mudanças estruturais no Grande Prêmio e um sistema de corridas com mais caos do que nunca. Mas será que tudo isso foi o suficiente para marcar um ponto de virada definitivo?


Corridas mais selvagens (e menos previsíveis)

Com 24 corredores simultâneos, power-ups voando por todos os lados e pistas que se entrelaçam sem pausas entre corridas, Mario Kart World mergulha fundo no caos controlado. O resultado? Corridas onde ninguém está seguro, nem mesmo quem lidera com folga.

Personagens leves como Bebê Daisy ganham vantagem em desviar de cascos vermelhos em velocidades insanas, e itens como Bill Bala duram menos tempo, forçando decisões mais rápidas e ousadas.

Mas o destaque vai para o novo modo Eliminatória, um rali contínuo de oito pistas onde cada linha de chegada pode ser a sua última. Uma banana mal colocada muda tudo — e a tensão é constante até o último segundo. É o modo mais imprevisível e divertido da franquia até agora.


Mundo aberto: promessa visual, mas com pouca exploração

A principal aposta estrutural de Mario Kart World foi dar continuidade entre as pistas — nada de telas de carregamento ou retornos ao menu. Agora, as corridas fluem como parte de um mundo interligado, que pode ser explorado entre os eventos.

Na teoria, parece revolucionário. Na prática, falta densidade. O mundo aberto ainda serve mais como corredor visual do que como espaço interativo. Faltam minigames impactantes, eventos surpresa ou áreas com desafios criativos que aproveitem essa estrutura.


Online limitado e experiências solo mais cativantes

Curiosamente, o jogo brilha mais quando você joga sozinho do que quando está com amigos. O conteúdo livre é limitado no multiplayer, e a falta de modos mais robustos para jogar em grupo acaba esfriando o potencial social do game — algo que sempre foi ponto forte da série.


Visual de cair o queixo, mesmo em alta velocidade

Se tem um ponto em que Mario Kart World não falha, é o visual. O jogo tira tudo o que o Switch 2 pode oferecer: texturas nítidas, efeitos climáticos impressionantes, pistas temáticas vivas e uma direção de arte que respeita o passado, mas caminha para algo mais estilizado.

Mesmo com as críticas, é impossível não se perder em cenários como a nova versão da Estrada Arco-Íris, que brilha como nunca — ainda que nem sempre apareça da forma que os fãs mais puristas gostariam.


Gente de Expressão opina:

Mario Kart World é o tipo de jogo que você liga com um sorriso no rosto e desliga um pouco frustrado — não porque é ruim, mas porque poderia ser lendário. O modo Eliminatória é uma revolução; o mundo conectado, uma promessa.

É a evolução que a franquia precisava? Sim. Mas ainda falta coragem para transformar a estrutura clássica em algo verdadeiramente novo — sem perder o coração que fez de Mario Kart um símbolo de alegria interativa.

Deixe um comentário