Por Redação Gente de Expressão | Três Lagoas, MS

A relação de Miley Cyrus com Hannah Montana sempre foi intensa — e agora sabemos que também foi profundamente conflitante. Em um novo episódio do podcast Every Single Album, no Spotify, a artista revelou que sua vida íntima e seu despertar sexual influenciaram diretamente a maneira como ela enxergava a personagem que a transformou em fenômeno global.

“Depois que descobri o sexo, não conseguia mais usar a peruca. Sentia que estava enganando o público, fingindo ser uma garota inocente e sem sexualidade”, contou Miley, hoje com 31 anos.


A adolescente e o mito

Entre 2006 e 2011, Miley se dividia em três identidades: ela mesma, a personagem Miley Stewart, e o alter ego loiro e popstar Hannah Montana. A série foi um sucesso estrondoso, impulsionando turnês, discos e licenciamentos milionários para a Disney. Mas por trás das câmeras, a jovem artista vivia uma fase de descobertas emocionais e sexuais que entravam em choque com a imagem pública que era obrigada a sustentar.

“Foi aí que comecei a forçar a Hannah a amadurecer. E nesse ponto, a Disney começou a me prender”, afirmou.

Miley interpretou a personagem até os 19 anos — já com uma visão crítica sobre a maneira como a cultura pop molda (e aprisiona) jovens mulheres.


A voz era dela. Mas os direitos, não.

Outra revelação importante do podcast foi sobre a discografia de Hannah Montana. Durante anos, Miley não teve permissão para cantar músicas da personagem, mesmo sendo a voz e o rosto por trás do sucesso. Isso mudou apenas em 2023, quando ela foi oficialmente nomeada como uma “Lenda da Disney”.

“Era triste saber que aquelas músicas tinham minha voz, meu rosto, e eu não podia cantá-las”, disse. “Não que eu fosse cantar The Best of Both Worlds entre We Can’t Stop e Wrecking Ball, mas ainda assim… era parte de mim.”

Agora, com os direitos em mãos, Miley finalmente pode reinterpretar o passado com mais liberdade.


Um legado que ainda vive

Mesmo 14 anos após o fim da série, Hannah Montana ainda soma 4,5 milhões de ouvintes mensais no Spotify. E isso diz muito. O personagem deixou marcas profundas em uma geração — e também em quem a interpretou.

Hoje, Miley segue sendo um dos maiores nomes do pop global, justamente por abraçar sua própria complexidade, sem medo de chocar ou desconstruir velhos moldes.


Gente de Expressão opina:

O que Miley revela é mais do que bastidores: é uma conversa sobre crescimento, identidade e autonomia artística. Sua história mostra como o entretenimento muitas vezes exige que jovens estrelas encaixem-se em papéis engessados, mesmo quando a realidade pessoal aponta para outro caminho.

Agora, adulta e com o controle da própria narrativa, Miley não apenas canta — ela reivindica o direito de ser quem é, com tudo o que aprendeu no caminho.

E, sejamos honestos: isso também é parte do “melhor dos dois mundos”.

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