Evento raro e espetacular acontece entre EUA e México e reforça o quanto a realidade pode superar qualquer ficção científica

Sabe aqueles raios que aparecem do nada em filmes de heróis, rasgando o céu da Terra até quase o espaço? A astronauta Nichole ‘Vapor’ Ayers, da NASA, registrou algo muito parecido — só que real — diretamente da Estação Espacial Internacional (ISS), onde está desde março de 2025. O fenômeno, conhecido como sprite, é raro, belíssimo e cientificamente fascinante.

A foto foi tirada durante uma tempestade intensa que acontecia entre os Estados Unidos e o México. A partir da ISS, Ayers teve a visão perfeita para capturar o exato momento em que um sprite se forma — e o resultado parece coisa de outro mundo. “Temos uma vista privilegiada acima das nuvens, então os cientistas podem usar esse tipo de imagem para entender melhor a formação, as características e a relação dos TLEs com as tempestades”, disse a astronauta em publicação nas redes sociais.

Mas afinal, o que é um sprite?

Um sprite (também chamado de Evento Luminoso Transiente, ou TLE, na sigla em inglês) é uma descarga elétrica que ocorre em altitudes muito mais elevadas do que os raios comuns — entre 50 e 90 quilômetros da superfície, em regiões da atmosfera como a estratosfera, mesosfera e início da termosfera. Visualmente, ele é caracterizado por uma mistura de tons vermelhos e azuis, com formatos que lembram colunas ou águas-vivas.

Apesar de parecer coisa nova, os sprites são estudados desde 1989, quando foram oficialmente registrados por pesquisadores. Contudo, relatos de “luzes misteriosas” no céu já existiam muito antes disso. A ciência sabe hoje que esses eventos são provocados por tempestades com atividade elétrica muito intensa. Quando uma descarga positiva gigantesca ocorre, ela pode excitar moléculas de nitrogênio na atmosfera superior, fazendo com que liberem energia em forma de luz.

A explicação física é que essas cargas alteram o campo elétrico das camadas superiores da atmosfera. Isso faz com que o gás ionizado brilhe — parecido com o que ocorre em lâmpadas de neon. As cores variam conforme a altitude: azul mais perto da Terra (onde há mais oxigênio) e vermelho nas partes mais altas (onde há mais nitrogênio e o ar é rarefeito).

Um fenômeno raro – mas não inédito no Brasil

Por sua natureza efêmera e pela altura em que acontecem, os sprites são difíceis de serem vistos. Precisam de céu limpo, boa visibilidade e uma tempestade extremamente ativa. Normalmente, só são capturados por câmeras em aviões, montanhas, satélites ou, como no caso atual, diretamente do espaço.

Curiosamente, o Brasil já foi palco desse fenômeno algumas vezes. Em 2023, sprites foram registrados em Taquara (RS) e, no ano seguinte, em Goiânia (GO) — confirmando que, mesmo raros, esses eventos também ocorrem em solo nacional.

Gente de Expressão comenta:

Ver um sprite do espaço é quase como espiar os bastidores da natureza. Essa foto da astronauta Nichole Ayers é mais que um clique bonito: é um lembrete do quanto ainda há para ser descoberto sobre nosso planeta. Ficamos fascinados com trovões e relâmpagos, mas acima das nuvens há um verdadeiro espetáculo invisível. A ciência segue decifrando o que há por trás desses fenômenos e, enquanto isso, a gente segue de olho — porque, no fim das contas, a Terra é mesmo o planeta mais cinematográfico do universo.

Você já tinha ouvido falar em sprites? Conta pra gente nos comentários e compartilha essa curiosidade com quem ama ciência e fenômenos naturais incríveis!

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