Após vencer batalhas judiciais e se libertar de antigos contratos, Kesha entrega um disco autoral, intenso e cheio de personalidade — e os críticos aprovaram.
Abertura emocional
Depois de anos de batalhas públicas, processos, liminares e um histórico doloroso com a indústria fonográfica, Kesha finalmente respira como artista independente — e faz isso com força total. O álbum Period. chegou nesta sexta-feira (5/7), marcando sua estreia pela Kesha Records, sua própria gravadora. São 11 faixas que navegam entre o hyperpop, o experimental e o pop clássico, embaladas por muita emoção, ironia e um desejo palpável de começar do zero. E o melhor: a crítica está do lado dela.
Desenvolvimento com dados e credibilidade
A Rolling Stone deu 4 estrelas ao disco e descreveu:
“Novo álbum da Kesha é uma bagunça, no bom sentido. (…) (Period.) retoma mais ou menos onde ‘Gag Order’, de 2023 – seu último lançamento pela antiga gravadora, Kemosabe — parou: a música é sem forma, o lamento sem palavras. (…) O gosto de Kesha pela experimentação pop está a todo vapor em (Period.), sua estreia indie bem sincronizada com a ruptura mainstream de longa data do gênero hedonista, neon e trivial conhecido como hyperpop”.
O The Guardian, também com 4 estrelas, celebrou o retorno da artista à sua essência pop, comentando:
“Após uma longa batalha judicial, o sexto álbum da estrela pop remonta à sua era de 2010, com uma variedade de estilos pop e apenas raras dicas de seu trauma altamente divulgado. (…) Dito isso, as músicas são todas muito fortes, cheias de pequenas reviravoltas inteligentes e versos engraçados e autorreferenciais: ‘You’re on TikTok / I’m the fucking OG’”.
Já o NME classificou com 3 estrelas e apontou:
“Uma combinação clássica de ousadia, sexo e espiritualidade. (…) ‘Period’ é seu aguardado retorno ao pop puro e o primeiro lançamento de sua gravadora, Kesha Records – e ela escolheu apresentá-lo com dois minutos de gospel ambiente. (…) Kesha não precisa cantar sobre ser uma sobrevivente, nem lutar para provar sua arte: ela já teve seu renascimento espiritual em ‘Rainbow’, reconectou-se com seu lado festeiro em ‘High Road’ e expurgou seus medos em ‘Gag Order’ (que recentemente foi renomeado para ‘Eat The Acid’, em vista de sua emancipação legal). Apesar de todas as lutas nos bastidores, a música nunca pareceu comprometida – a voz de Kesha sempre foi dela”.
O AllMusic, que também deu 4 estrelas, cravou:
“Sem erro de digitação, o sexto álbum de estúdio de Kesha, ., de 2025, é literalmente o ponto final de uma frase e marca uma nova era de liberdade pessoal e criativa para a cantora. É uma declaração ousada que vem sendo construída há muito tempo por Kesha, que, a menos que você não tenha prestado atenção, teve uma década difícil. (…) No entanto, Kesha não perdeu o gosto pela diversão camp hiperpop, como afirma a alegre e irônica ‘BOY CRAZY’. Mais do que um mero conceito, os títulos em letras maiúsculas expressam o clima de alegria declarada que Kesha evoca do começo ao fim”.
Reflexão final
Period. é mais do que um álbum, é uma libertação emocional em forma de música. Cada faixa carrega a marca de uma artista que, mesmo pressionada e violentada pelo sistema, conseguiu se reinventar — e fazer isso com graça, humor e uma estética sonora impecável. É como se cada faixa fosse uma faísca de energia reprimida que agora explode em liberdade criativa.
Gente de Expressão comenta:
Kesha sempre foi uma artista além das fórmulas. E agora, livre de contratos que a limitavam, ela mostra que não está interessada em agradar ninguém — a não ser a si mesma. E talvez por isso, esteja agradando a todos. Com Period., ela deixa claro: o pop pode — e deve — ser ousado, sincero e sem medo de quebrar as regras.
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