Mesmo com IA e engenharia genética, criar dinossauros ainda está fora do nosso alcance (mas nem tudo é ficção)
Imagine um T-Rex andando pelas ruas de São Paulo ou um velociraptor sendo transportado em um caminhão blindado para um zoológico de segurança máxima. Esse tipo de cena, que parecia surreal até os anos 90, ganhou vida com Jurassic Park e, desde então, deixou milhões de pessoas se perguntando: será que um dia isso pode acontecer na vida real?
Na era da inteligência artificial e da biotecnologia avançada, essa pergunta voltou com força. O CEO da Colossal Biosciences, Ben Lamm, reacendeu esse debate durante uma entrevista recente ao ScreenRant, revelando que a ideia do filme não é tão absurda quanto parece — mas ainda está distante da realidade, especialmente no que diz respeito aos nossos amiguinhos escamosos do Cretáceo.
O que a ciência real diz?
Ben Lamm é um dos fundadores da Colossal Biosciences, empresa que recentemente “ressuscitou” o lobo gigante através de técnicas avançadas de engenharia genética. Eles estão envolvidos em projetos reais de desextinção, incluindo o mamute-das-estepes, cujos restos datam de 1,2 milhão de anos atrás — o DNA mais antigo com o qual já conseguiram trabalhar.
Mas quando o assunto é dinossauro, a história muda. “O DNA se degrada rápido demais. Não existe nenhuma amostra viável de DNA de dinossauro que permita sequer começar um projeto de clonagem”, afirma Lamm.
Ou seja: não tem mosquito em âmbar que salve. Sem material genético funcional, a ideia de trazer um T-Rex de volta à vida permanece onde começou: na ficção.
Jurassic Park: mais real do que você pensa (em partes)
Apesar da impossibilidade, o CEO não descartou o mérito científico do filme. Muito do que é mostrado na tela em relação à engenharia genômica, análise de genes e reconstrução de espécies está incrivelmente alinhado com a realidade atual da biotecnologia.
A comparação de genomas, o uso de DNA de espécies semelhantes e a introdução de genes específicos em embriões são práticas reais — e muito parecidas com o que os cientistas de Jurassic Park faziam na tela. Segundo Lamm, “A engenharia genômica no filme é surpreendentemente precisa”.
Inclusive, muitos pesquisadores usam hoje modelos de sprites (no contexto da biologia computacional, um tipo de marcador visual para simular sequências genéticas em camadas gráficas) para simular mutações genéticas em tempo real. Essas ferramentas são fundamentais para entender como genes antigos poderiam se expressar em corpos modernos.
Por enquanto, só em jogos e cinemas
Enquanto você espera que o futuro traga dinossauros de verdade (ou, quem sabe, mais um reboot da franquia), pode matar a saudade com Jurassic World Evolution 3, que chega em outubro, ou com o recém-lançado filme Jurassic World: Renascimento — mesmo que a crítica não tenha sido muito generosa (nota 5.5, segundo nossa redação).
A franquia pode até estar se esgotando criativamente, mas o fascínio por dinossauros nunca vai morrer. Só vai continuar… fossilizado, por enquanto.
Gente de Expressão comenta
Enquanto a ciência se limita aos mamutes, a ficção ainda reina soberana quando o assunto é dinossauro. Mas uma coisa é certa: a ciência está avançando mais rápido do que o esperado. E se hoje ainda não é possível ressuscitar um velociraptor, o amanhã talvez guarde algo ainda mais surpreendente — e menos perigoso.
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