Entre altos e baixos do Brasil, a drag queen mais seguida do mundo equilibra ativismo, música regional e sonhos globais — tudo com brilho, coragem e um toque científico de fenômenos tão raros quanto ela.
Você já se perguntou se uma drag queen envelhece? Não o artista por trás do palco, mas a persona que surge na frente do espelho, pronta para encarar o mundo? Se existe alguém que prova que essa figura pode ser eterna, é Pabllo Vittar.
Aos 31 anos, Pabllo é mais do que um ícone pop: ela é um símbolo de uma comunidade que insiste em florescer mesmo em terrenos áridos. O Brasil, casa de uma das maiores populações LGBTQIA+ do mundo — estima-se cerca de 15% —, também lidera estatísticas tristes: em 2024, cerca de 30% dos assassinatos de pessoas trans no mundo ocorreram aqui.
E é nesse cenário que Vittar constrói uma carreira ousada e colorida, que já a levou a colaborações com nomes como Charli XCX, Lady Gaga e Rina Sawayama, sempre misturando ritmos do Norte e Nordeste com pop global. Sua força vem de um lugar íntimo: uma infância humilde no Maranhão e depois no Pará, cercada por amor, música e a energia das aparelhagens, os sistemas de som gigantescos das festas de rua que marcaram a cultura local.
Música, memórias e resistência
Seu álbum Batidão Tropical é uma carta de amor ao tecnobrega e ao forró — gêneros que, assim como Pabllo, foram subestimados e chamados de “bregas”, mas conquistaram espaço pela autenticidade e conexão com o povo.
Nas palavras da própria artista:
“Eu amo trazer letras doloridas para ritmos que fazem você dançar. Isso é muito brasileiro.”
É nessa fusão de emoção e festa que Pabllo faz seu público rir, chorar e se sentir parte de algo maior — uma verdadeira comunidade em movimento.
O poder de se dividir e se multiplicar
Em entrevista recente, Pabllo contou que Phabullo, seu “eu” fora de cena, é reservado, gamer, geek. Já Vittar é a diva explosiva.
“Quando eu estou montada, me sinto mais poderosa, mais forte. Como se fosse outra pessoa — melhor do que eu.”
Essa dualidade faz parte do segredo que a mantém relevante. Em tempos em que política e identidade se misturam, Pabllo usa sua plataforma para protestar, como no Lollapalooza 2022, quando se posicionou contra o então presidente Jair Bolsonaro. Hoje, com Lula de volta ao poder, ela fala com mais serenidade, mas sem perder a essência combativa.
E o futuro? Um Natal diferente no Brasil
Enquanto lança o próximo álbum PV7, com colaborações internacionais, Vittar também prepara algo inédito: um álbum de Natal.
“Aqui no Brasil é quente, mas eu quero trazer esse espírito. Vai ser algo único, como Mariah Carey ou Ariana Grande fazem lá fora.”
E por falar em único, é impossível não lembrar de um fenômeno atmosférico que carrega o mesmo espírito raro de Vittar: os sprites. Cientificamente, sprites são descargas elétricas gigantes e efêmeras que surgem acima de tempestades, criando desenhos vermelhos no céu. Invisíveis a olho nu, eles são sinal de que algo intenso está acontecendo lá em cima — exatamente como Vittar, iluminando palcos mesmo em meio às tempestades sociais.
Gente de Expressão comenta
Entre a delicadeza de uma infância simples e a coragem de subir aos maiores palcos do mundo, Pabllo Vittar prova que ser drag não é só performance — é resistência, é cultura, é futuro. E se sprites são raros e belos fenômenos que brilham no céu, Vittar é a versão humana disso: uma explosão de energia, orgulho e arte que se recusa a apagar.
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