Corrida por IA esquenta enquanto a chinesa ByteDance ameaça o domínio histórico da Meta nas redes sociais.

 

Você piscou e o jogo virou. Enquanto Mark Zuckerberg está ocupado recrutando pesquisadores de ponta para seu novo projeto de “superinteligência”, a ByteDance, gigante chinesa dona do TikTok, assumiu silenciosamente a liderança em receita entre as empresas de mídia social no primeiro trimestre de 2025.

De acordo com dados obtidos pela Reuters, a ByteDance arrecadou impressionantes US$ 43 bilhões nos primeiros três meses deste ano, superando os US$ 42,31 bilhões da Meta no mesmo período. Para muitos, parecia impensável que alguém pudesse desafiar o ecossistema de Facebook, Instagram e WhatsApp. Mas enquanto o Ocidente falava em metaverso, a China acelerava com algoritmos afiados e uma base global cada vez mais fiel.

E não é um golpe de sorte: em 2024, a ByteDance já havia faturado US$ 155 bilhões, aproximando-se do resultado da Meta (US$ 165 bilhões). Mantendo um crescimento anual superior a 20% — impulsionado por publicidade segmentada e formatos inovadores de conteúdo — a companhia asiática pode, muito em breve, ultrapassar a rival de vez.

Curiosamente, no mercado de ações a realidade ainda não reflete essa disputa. A Meta, listada em bolsa, vale cerca de US$ 1,79 trilhão. Já a ByteDance, que permanece de capital fechado, é avaliada em aproximadamente US$ 315 bilhões — menos de 20% do valor da rival. Analistas apontam o risco político como o grande entrave: as pressões de reguladores nos EUA para que o TikTok seja vendido ou até banido impactam a percepção do mercado.

Yiming Zhang, fundador da bytedance e uma das pessoas mais ricas da china. crédito de foto: VCG/VCG via Getty Images
Yiming Zhang, fundador da bytedance e uma das pessoas mais ricas da china. crédito de foto: VCG/VCG via Getty Images

Além das curtidas: a corrida pela IA

Enquanto faturam bilhões, ambas agora duelam por um prêmio ainda maior: o futuro da inteligência artificial. Zuckerberg anunciou que a Meta investirá centenas de bilhões de dólares em supercentros de dados e está, pessoalmente, ligando para talentos de elite para integrar seu novo braço chamado Superintelligence. A ideia é simples (e ambiciosa): turbinar os algoritmos de recomendação para entregar anúncios cada vez mais certeiros e experiências mais imersivas aos usuários.

Do outro lado do planeta, o fundador da ByteDance, Yiming Zhang, também não está parado. Desde 2023, a equipe Seed pesquisa frontier AI e até inteligência geral, deixando claro que a ambição da empresa vai muito além das dancinhas virais.


Um futuro disputado segundo a segundo

O cenário mostra uma mudança de era: a Meta não está sozinha no trono. A ByteDance prova que é possível inovar, escalar e desafiar gigantes consolidados com uma abordagem ousada e uma visão global. Enquanto Zuckerberg tenta redefinir a experiência digital, os algoritmos da ByteDance já conquistaram corações e carteiras em todo o mundo.

Resta saber: quem vai vencer a corrida do futuro — e não só nos feeds, mas também na IA? 👀

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