Entre Sugar Mommy e protagonista absoluta, a empresária vivida por Débora Bloch mostra que desejo, poder e autonomia não têm prazo de validade
Quando Débora Bloch apareceu em cena como a nova Odete Roitman, a reação imediata do público foi de nostalgia misturada a surpresa. Conhecida como uma das maiores vilãs da história da teledramaturgia brasileira, Odete voltou em Vale Tudo não apenas com o cinismo afiado de sempre, mas com um frescor moderno que dialoga com 2025. Aos 60 anos, ela surge desejável, dona de si, e apaixonante para homens décadas mais jovens — sem pedir desculpas a ninguém.
“A ideia era fazer uma mulher de 60 em 2025, desejável e ainda ‘pra jogo’”, declarou Bloch em entrevista ao Fantástico. E é justamente isso que a novela entrega: uma personagem complexa, ambiciosa, sedutora e — acima de tudo — livre. Em meio a negociações empresariais afiadas, Odete protagoniza cenas quentes com Marlon (Ricardo Vianna), Igor (Ricardo Velasco) e, mais recentemente, Walter (Leandro Lima). E as especulações só aumentam com a entrada de César, interpretado por Cauã Reymond.
Esse tipo de trama, que poderia ser apenas recurso de roteiro, ecoa um movimento crescente na vida real: o fenômeno das mulheres maduras que se envolvem com homens mais jovens em relações conhecidas como Sugar Mommy. De acordo com pesquisa do MeuPatrocínio e do Instituto QualiBest, 30% dos jovens da Geração Z demonstram interesse por relacionamentos com diferença significativa de idade e poder aquisitivo. Os dados também revelam benefícios relatados por mulheres que vivem esse tipo de relação: motivação (31%), companheirismo (22%), bom humor (18%) e segurança emocional (14%).
Para especialistas, como Caio Bittencourt, do MeuPatrocínio, a força desse modelo está em quebrar padrões antigos de relacionamento. “O relacionamento Sugar é formado por pessoas que priorizam relações sem pressões e sem joguinhos. A proposta é leve, com transparência e diálogo”, explica. Ou seja, Odete não é apenas um personagem ficcional: ela encarna, em horário nobre, uma mudança cultural profunda, mostrando que o protagonismo feminino também se dá pelo desejo.
E se antes essa postura era vista como tabu, hoje se transforma em referência de autonomia. Ao viver amores mais jovens sem medo do julgamento, Odete reforça que mulheres maduras e bem-sucedidas não só podem como querem reescrever as próprias narrativas — na ficção e fora dela.
Gente de Expressão comenta:
A nova Odete Roitman é mais que uma vilã: ela é um manifesto. Um lembrete de que a idade não limita sonhos, paixões ou conquistas. Numa sociedade que ainda tenta invisibilizar mulheres após os 50, vê-la como figura de desejo e poder é, sim, revolucionário.
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