Mesmo aclamado como uma das melhores trilhas sonoras de 2025, Clair Obscur: Expedition 33 ficou fora da categoria de Melhor Trilha Sonora de Games no Grammy 2026 – e a comunidade quer respostas.

Quando a lista do Grammy 2026 para Melhor Trilha Sonora para Videogames e Outras Mídias Interativas foi revelada, a internet gamer teve a mesma reação: “Cadê Clair Obscur?” 👀

A categoria trouxe como indicados:

  • Avatar: Frontiers of Pandora – Secrets of the Spire (Pinar Toprak)

  • Helldivers 2 (Wilbert Roget II)

  • Indiana Jones and the Great Circle (Gordy Haab)

  • Star Wars Outlaws: Wild Card & A Pirate’s Fortune (Cody Matthew Johnson & Wilbert Roget II)

  • Sword of the Sea (Austin Wintory)

Todos ótimos trabalhos, mas a ausência de Clair Obscur: Expedition 33 virou o grande plot twist da noite – e não no bom sentido.

A trilha que virou fenômeno (e ainda assim ficou de fora)

O RPG francês da Sandfall Interactive explodiu em 2025: vendeu milhões de cópias, virou queridinho da crítica e hoje é apontado como forte candidato a Jogo do Ano em várias premiações de games.Bandcamp Daily+1

A trilha sonora, composta por Lorien Testard com participação vocal de Alice Duport-Percier, tem:

  • Mais de 150 faixas e cerca de oito horas de música;

  • Mistura de orquestra épica com identidade fortemente francesa, com acordeon, vocais dramáticos e clima de Belle Époque.

  • Desempenho absurdo em streaming, chegando ao topo de paradas de música clássica e impulsionando a carreira dos compositores mundo afora.

Na comunidade, a percepção é unânime: essa trilha não é só “boa para game”, é um álbum gigantesco por si só, daqueles que você escuta inteiro trabalhando, estudando ou relembrando cenas do jogo.

Por isso, quando fãs e veículos especializados viram que o Grammy preferiu apenas produções ligadas a grandes franquias como Star Wars, Avatar e Indiana Jones, começou a surgir a crítica:

“O júri entende mesmo trilha de videogame, ou ainda está olhando tudo com filtro de cinema e cultura pop tradicional?”

O que esse “esquecimento” revela sobre o Grammy e os games

A categoria de trilha para videogames no Grammy é recente, e o simples fato dela existir já é uma vitória gigantesca para a indústria. Mas o caso de Clair Obscur escancara alguns pontos:

  • Visibilidade pesa: jogos com IPs famosas chegam mais fácil ao radar de votantes que nem sempre vivem o dia a dia dos games;

  • Processo de votação ainda é pouco transparente para o público gamer, o que aumenta a sensação de injustiça quando um favorito fica de fora.

  • A escolha reforça a ideia de que o Grammy ainda está aprendendo a dialogar com um mercado que hoje movimenta mais dinheiro e atenção do que cinema e música separados.

Enquanto isso, Clair Obscur: Expedition 33 segue acumulando prêmios específicos de games, atualizações gratuitas e uma base de fãs cada vez mais apaixonada pela história, pelo sistema de combate e, claro, pela trilha que virou parte da memória afetiva de 2025.

Gente de Expressão comenta 🗣️

No fim do dia, o Grammy pode ter ignorado Clair Obscur, mas o público não.
A trilha de Lorien Testard já venceu o prêmio mais difícil: entrou para a lista de soundtracks que definem uma geração de jogadores.

Se a ideia do Grammy é representar o melhor da música, talvez esteja na hora de a Academia ouvir com mais atenção o que a própria comunidade gamer vem dizendo em alto e bom som: a música de videogame já não é coadjuvante – é protagonista.

E você, concorda que Clair Obscur: Expedition 33 foi esnobado?
🎧 Conta aqui nos comentários qual trilha de game merecia estar no Grammy 2026 e compartilha essa matéria com aquele amigo que vive com OST de RPG no repeat.

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