Clássico da Bandai Namco chega em 27 de fevereiro de 2026 para PS5, Xbox Series, Nintendo Switch e PC, com melhorias de jogabilidade, extras inclusos e Velvet Crowe pronta para conquistar uma nova geração de jogadores.

“Vou destruir tudo”: o retorno de uma das protagonistas mais intensas dos JRPGs

Se você gosta de JRPG com protagonista traumatizada, moral cinza e muita porradaria estilosa, pode segurar o hype: Tales of Berseria Remastered já tem data marcada. A versão aprimorada do RPG de ação da Bandai Namco chega em 27 de fevereiro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC (Steam), com pré-venda já disponível nas principais plataformas.

Mais do que um simples “port em HD”, a remasterização promete ajustes de jogabilidade, qualidade de vida e um pacote quase “definitivo” para quem quer conhecer (ou revisitar) a jornada caótica de Velvet Crowe.

Velvet, vingança e um mundo em colapso

Lançado originalmente em 2016, Tales of Berseria se destacou na franquia Tales of por romper com o padrão de protagonista idealista e “bonzinho” e apostar em uma heroína consumida pela raiva.

A história acompanha Velvet, que vê sua vida desmoronar após a morte do irmão mais novo em um ritual sombrio. A partir daí, ela se torna uma daemon (uma espécie de ser demoníaco) e embarca em uma jornada de vingança contra o homem que ela acreditava ser um herói – e que agora enxerga como o grande responsável por tudo.

No meio do caminho, o jogo equilibra:

  • Conflito entre emoção e razão como tema central

  • Um grupo de aliados cheio de traumas, segredos e objetivos próprios

  • Tramas sobre religião, controle social e o preço de transformar “sacrifício” em justificativa para tudo

É aquele tipo de JRPG em que ninguém está 100% certo – e é justamente isso que faz a narrativa funcionar tão bem até hoje.

O que muda em Tales of Berseria Remastered?

Além do upgrade natural para a nova geração (resolução mais alta, performance estável e visual mais limpo), a Bandai Namco preparou algumas mudanças de qualidade de vida que atacam dores antigas dos jogadores:

  • Grade Shop antecipada
    Sistema de “loja por pontos” que, no original, demorava mais para ficar realmente útil. Na versão remasterizada, você tem acesso antecipado, facilitando upgrades, bônus e ajustes de equipamentos ao longo da campanha, sem depender tanto de grinding chato.

  • Ícones de destino mais claros
    Nada de ficar perdido em cidade ou campo aberto sem saber exatamente pra onde ir. A remaster traz ícones e marcações mais evidentes, ajudando a guiar a progressão sem matar a exploração, mas diminuindo a frustração de “andar em círculos”.

  • Opção de alternar encontros
    Poder gerenciar melhor quando você quer batalha e quando só quer ir do ponto A ao B torna a experiência muito mais fluida – especialmente pra quem quer revisitar o jogo focando mais na história ou nos conteúdos extras.

Além disso, a remasterização inclui conteúdos adicionais do lançamento original, como:

  • Trajes especiais de personagens

  • Itens bônus

  • Outros extras cosméticos queridos pela comunidade desde o lançamento de 2016

Ou seja: é praticamente uma versão completa do jogo, com ajustes pensados tanto pra novos jogadores quanto pra veteranos.

Por que Berseria é tão querido até hoje?

Mesmo dentro de uma franquia gigante como Tales of (que já passou por títulos como Tales of Symphonia, Vesperia e Arise), Berseria ocupa um espaço especial no coração de muita gente – principalmente por três motivos:

  1. Velvet Crowe é uma das protagonistas mais marcantes dos JRPGs modernos
    Em vez de salvar o mundo por altruísmo puro, ela age movida por dor, culpa e rancor. E o jogo não tenta “lavar” isso: a narrativa abraça essa escuridão, ao mesmo tempo em que mostra como vínculos com o grupo vão, pouco a pouco, rachando a armadura emocional dela.

  2. Sistema de combate dinâmico, agressivo e viciante
    O esquema de “Artes” encadeadas permite montar combos rápidos, customizar o estilo de cada personagem e alternar entre membros do grupo em tempo real. É quase um jogo de ação com alma de JRPG, e isso envelheceu muito bem.

  3. Clima de road trip sombria
    Apesar da densidade emocional, o jogo também entrega momentos leves, piadas internas entre o grupo e interações que fazem você se apegar a cada personagem. O contraste entre o tom pesado da trama e esses respiros é justamente o que torna a experiência completa.

Com uma remasterização em 2026, a Bandai claramente quer colocar Berseria de volta ao radar de quem descobriu a franquia só com Tales of Arise e agora está pronto pra mergulhar em algo mais “sujo”, intenso e emocional.

Gente de Expressão comenta

Tales of Berseria Remastered tem tudo pra ser mais do que “só” uma nova chance de vender um clássico: ele pode virar a porta de entrada definitiva pra uma fase mais adulta da franquia Tales of.

Num cenário em que RPGs de ação com foco em narrativa e personagens quebrados – tipo Final Fantasy XVI e Clair Obscur: Expedition 33 – ganham cada vez mais espaço, revisitar Velvet Crowe em 2026 parece um movimento muito certeiro.

Se a remaster fizer jus ao material original, com performance sólida, interface ajustada e respeito à identidade visual e narrativa do jogo, não é exagero dizer que Berseria pode se consolidar oficialmente como um dos grandes JRPGs de culto da nossa geração – agora com acesso facilitado nas principais plataformas.

Você jogou Tales of Berseria na época do lançamento ou vai conhecer a Velvet pela primeira vez na remaster?
O que você espera dessa versão aprimorada: mais qualidade de vida, extras, melhorias gráficas… ou tudo junto?

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