Toby Wallace será um dos protagonistas da adaptação da Ubisoft para a Netflix, que será filmada na Itália, trará personagens inéditos e promete focar em identidade, destino e conexões humanas – não só em parkour e lâminas escondidas.
A franquia que nasceu nos games e agora tenta acertar o “salto de fé” definitivo
Depois de anos de promessas e silêncio, a Netflix finalmente começou a tirar do papel sua série live-action de Assassin’s Creed. E o primeiro passo foi grande: o serviço de streaming escalou o ator Toby Wallace, que vai entrar para o elenco principal de Euphoria na próxima temporada, como um dos dois protagonistas da produção.
A informação foi divulgada por veículos como Deadline, Variety, GamesRadar e pelo próprio site oficial da Netflix (Tudum), que confirmam Wallace como o primeiro nome da série – mas ainda mantêm em segredo quem, exatamente, ele vai interpretar.
O que se sabe até agora é que as gravações estão previstas para começar em 2026, na Itália, cenário que automaticamente acendeu o alerta de nostalgia entre os fãs de Ezio Auditore, protagonista de Assassin’s Creed II, Brotherhood e Revelations.
Mas calma: tudo indica que a série não vai adaptar literalmente a história dos jogos.
Novos personagens, mesma irmandade
Segundo a apuração do Deadline, reforçada por matérias da Variety e do GamesRadar, a produção será ambientada no mesmo universo dos games, mas acompanhará um conjunto diferente de personagens, criado especificamente para o seriado. O período histórico exato ainda não foi revelado – só sabemos que a Itália será um dos principais cenários.
Ou seja: por mais que o fandom já esteja sonhando com participações especiais de Ezio e até encontros com figuras como Leonardo da Vinci, por enquanto isso segue apenas no campo das especulações.
Em comunicado anterior, quando a série foi oficialmente aprovada, a Ubisoft destacou que o objetivo é contar uma história original que percorre eventos históricos diferentes, mantendo o DNA da franquia – a guerra secreta entre Assassinos e Templários, o conflito entre livre-arbítrio e controle e o uso da memória genética como ponto de ligação entre passado e presente.
Quem é Toby Wallace, o novo rosto da Irmandade?
A escolha de Toby Wallace, hoje com 30 anos, faz bastante sentido dentro da estratégia da Netflix de misturar rostos conhecidos de nichos específicos com produções de apelo global.
De acordo com perfis publicados por sites como GamesRadar, Entertainment Weekly e pela própria Netflix, Wallace nasceu no Reino Unido, cresceu na Austrália e construiu uma carreira sólida em produções independentes e séries de TV. Entre os créditos mais comentados estão:
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o filme Babyteeth, elogiado em festivais;
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o papel principal na minissérie Pistol, sobre a banda Sex Pistols;
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o terror histórico Eden (2024);
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e agora a entrada no elenco principal de Euphoria na próxima temporada da série da HBO.
Na prática, a Netflix aposta em um ator com experiência em drama intenso, personagens quebrados e atmosferas pesadas – tudo a ver com o tom que Roberto Patino e David Wiener, showrunners da série, dizem querer imprimir em Assassin’s Creed.
Patino, Wiener e a promessa de uma história sobre propósito, poder e laços humanos
Quando a série recebeu o sinal verde, em julho, Patino (de DMZ e Westworld) e Wiener (de Halo) lançaram uma declaração conjunta que ajuda a entender a ambição do projeto. Em entrevistas compiladas por sites como a Ubisoft News, IMDB News e o agregador What’s on Netflix, os dois definem a adaptação assim:
“Por trás do alcance, do espetáculo, do parkour e das emoções, há a base para o tipo mais essencial de história humana – sobre pessoas em busca de propósito, lutando com questões de identidade, destino e fé.”
Eles completam dizendo que a série é, sim, sobre poder, violência, sexo, ganância e vingança, mas “acima de tudo, sobre o valor das conexões humanas, entre culturas e através do tempo – e sobre o que temos a perder como espécie quando essas conexões se rompem”.
É uma descrição que conversa bastante com os melhores momentos da franquia nos games, especialmente em títulos como Assassin’s Creed II, Black Flag e Origins, onde a trama política e emocional pesa tanto quanto o parkour em si.
Itália, Ezio e o peso da expectativa
O fato de a produção começar a ser filmada na Itália mexe diretamente com a memória afetiva dos fãs. Como lembrado por GamesRadar e Deadline, foi ali que a franquia alcançou sua consagração com Ezio Auditore, ambientando histórias em Florença, Veneza, Roma e Constantinopla.
Mesmo que a série traga personagens inéditos, é difícil imaginar que a Netflix e a Ubisoft não usem esse contexto para:
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inserir referências diretas à saga de Ezio (ordens, locais, famílias influentes);
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brincar com linhagens e ancestrais;
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ou, quem sabe, trazer alguma aparição simbólica – nem que seja apenas em pinturas, estátuas, documentos e relatos.
Ao mesmo tempo, há uma pressão enorme: a adaptação para o cinema de Assassin’s Creed lançada em 2016, estrelada por Michael Fassbender, foi recebida com críticas mornas e nunca virou a franquia que o estúdio planejava. Sites como Variety e EW lembram disso sempre que comentam a nova série – o subtexto é claro: agora é a chance de “acertar a mão” no live-action de verdade.
A franquia nos games segue a todo vapor
Enquanto a Netflix prepara sua série e o elenco começa a tomar forma, o universo de Assassin’s Creed nos videogames está longe de desacelerar.
De acordo com coberturas recentes de portais como TechRadar, GamesRadar, MeuPS e Crunchyroll News:
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Assassin’s Creed Shadows recebeu uma atualização com crossover de Attack on Titan, oferecendo uma missão gratuita e itens cosméticos inspirados no anime – embora a recepção dos fãs tenha sido bem dividida por conta do foco mais em microtransações do que em lutas épicas;
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Assassin’s Creed Mirage ganhou a expansão gratuita Valley of Memory, financiada pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, o que gerou discussões sobre soft power e reputação do país dentro da comunidade gamer;
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rumores em comunidades de vazamentos, como o subreddit GamingLeaksAndRumours, apontam que o remake de Black Flag deve chegar até 31 de março de 2026, reacendendo o hype em torno de um dos capítulos mais amados da série.
Ou seja: quando a série live-action estrear, é bem provável que o público esteja vivendo outra grande fase da franquia nos jogos – o que pode ajudar (ou atrapalhar) a recepção se a adaptação não conseguir encontrar sua própria identidade.
Gente de Expressão Comenta
A escolha de Toby Wallace como protagonista e o envolvimento de Roberto Patino e David Wiener mostram que a Netflix não quer fazer apenas “mais uma série baseada em jogo”. Há uma tentativa clara de colocar Assassin’s Creed no mesmo patamar de outros dramas de prestígio que misturam ação, política e crises existenciais.
Ao mesmo tempo, o fandom está em um ponto delicado:
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já viu uma adaptação morna nos cinemas,
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já cansou de produtos que usam só a estética da franquia,
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e agora quer algo que realmente aprofunde o conceito de memória, linhagem e livre-arbítrio que fez a série brilhar lá em 2007.
Se a live-action da Netflix conseguir equilibrar fan service (Itália, irmandade, referências a Ezio) com uma narrativa nova, adulta e bem escrita, tem tudo para virar o ponto de virada definitivo das adaptações de jogos. Se não, corre o risco de ser só mais um salto de fé… sem feno pra amortecer.
E você, entraria no Animus da Netflix?
O que você achou da escolha do Toby Wallace como protagonista?
Você prefere que a série traga o Ezio de alguma forma ou que siga totalmente independente dos jogos?
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