Depois do estrondoso sucesso de Wicked: For Good, estúdio admite que já existem “coisas em andamento” para manter o universo de Glinda e Elphaba vivo nas telas — mesmo com a história principal teoricamente encerrada.
Quando o “felizes para sempre” rende US$ 226 milhões em um fim de semana 💚
Wicked: For Good mal chegou aos cinemas e a Universal já está pensando no próximo passo.
Segundo o chefe de marketing do estúdio, Michael Moses, o desempenho da sequência nas bilheterias e a força da fanbase transformaram Oz em algo que vai além de um simples projeto bem-sucedido:
“Por causa do sucesso de Wicked, mas também por causa do fandom, temos quase uma responsabilidade de descobrir como podemos continuar neste universo”, afirmou Moses à revista Vulture.
E não é só discurso de empolgação pós-estreia. De acordo com a AP News, a Deadline e o próprio site corporativo da NBCUniversal, Wicked: For Good abriu com cerca de US$ 226 milhões no mundo em seu primeiro fim de semana, o maior lançamento global da história para uma adaptação de musical da Broadway e o segundo maior de 2025, atrás apenas de A Minecraft Movie e na mesma liga de pesos pesados como Lilo & Stitch e Jurassic World: Rebirth.
Com esse cenário, a pergunta deixou de ser “será que continua?” e virou “como continua?”.
“Já decidimos? Não. Mas há coisas em andamento”
Apesar do tom confiante, Michael Moses também reconhece que a forma dessa continuidade ainda está em aberto:
“Já decidimos? Não. Mas há coisas em andamento”, disse o executivo à Vulture, deixando claro que o estúdio está estudando possibilidades de sequência direta, spin-off ou até outro formato dentro do mesmo universo.
Hoje, os dois filmes de Wicked somam quase cinco horas de história, expandindo o musical original de cerca de 2h30 em uma adaptação cinematográfica dividida em duas partes, dirigida por Jon M. Chu e estrelada por Cynthia Erivo (Elphaba) e Ariana Grande (Glinda).
Do ponto de vista de “história principal”, o arco das duas bruxas está relativamente fechado. Mas, do ponto de vista de negócio — e de fandom —, Oz ainda tem muito espaço para ser explorado.
Muito além de Glinda e Elphaba: os livros que ainda não chegaram ao cinema
Um ponto que fortalece os planos da Universal é o simples fato de que o musical adapta apenas o primeiro livro da série literária de Gregory Maguire, conhecida como The Wicked Years.
Segundo o mapeamento publicado recentemente pela revista Town & Country e pela enciclopédia Wicked Wiki, a saga completa inclui:
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Wicked: The Life and Times of the Wicked Witch of the West – base do musical e dos filmes atuais;
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Son of a Witch – focado em Liir, filho de Elphaba, acompanhando sua jornada em um Oz que tenta se reorganizar após a queda do Mágico;
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A Lion Among Men – centrado no Leão Covarde e em conflitos políticos em Emerald City;
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Out of Oz – que fecha o ciclo com uma nova geração de personagens.
Em entrevista ao site The Ankler, o compositor Stephen Schwartz reconheceu exatamente esse potencial:
“A história de Glinda e Elphaba parece completa, mas há outros aspectos que poderiam ser explorados. Gregory Maguire tem vários livros, por exemplo”, comentou, reforçando que o universo é muito maior do que vimos até agora.
Não é bem uma sequência, é um “complemento”
Schwartz, no entanto, também deixou claro que a ideia não é simplesmente fazer Wicked 3 na fórmula tradicional. Em conversa com o portal BroadwayWorld, ele explicou que ele e a roteirista Winnie Holzman (coautora do musical e dos filmes) estão rascunhando algo diferente:
“Há outra ideia que Winnie e eu estamos discutindo: não uma sequência, mas um complemento. Deixe-me colocar dessa forma”, revelou o compositor.
Esse “complemento”, descrito como um projeto adjacente ao invés de uma continuação linear, abre espaço para várias possibilidades:
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Um filme focado em Liir, usando Son of a Witch como base, mas com participações pontuais de personagens conhecidos;
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Uma história em outra região de Oz, com Glinda e Elphaba aparecendo mais como lenda, memória ou presença simbólica;
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Um recorte mais político, explorando as consequências da queda do Mágico e a reconfiguração do poder em Emerald City.
Schwartz chegou a comparar o potencial do universo de Wicked com outras franquias expansivas de fantasia, sugerindo que Oz pode sustentar “histórias paralelas” sem perder a identidade.
Bilheteria não mente: Wicked virou prioridade máxima na Universal
Para a Universal, não é só questão de carinho pelo fandom — é estratégia de negócios.
De acordo com análises da Deadline, The Guardian e The Times, Wicked: For Good não só superou em muito a abertura do primeiro filme como se encaixa num momento em que produções classificadas como PG voltaram a dominar o pós-pandemia, com casos como Lilo & Stitch, A Minecraft Movie e How to Train Your Dragon 3 ocupando o topo do ranking anual de bilheterias.
Em números:
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US$ 226 milhões no fim de semana de estreia global (contra cerca de US$ 164 milhões do primeiro Wicked);
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Maior abertura mundial da história para um musical da Broadway no cinema;
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Segunda maior estreia de 2025, atrás apenas de A Minecraft Movie e à frente de Jurassic World: Rebirth.
Com essa performance, a franquia se posiciona como um dos pilares do estúdio para os próximos anos — ao lado de monstros como Jurassic World e Despicable Me. Ignorar o potencial de expansão seria, na linguagem de Hollywood, praticamente um pecado capital.
Gente de Expressão Comenta
No fim das contas, a situação de Wicked hoje é parecida com a da própria Oz: ninguém quer realmente voltar ao “normal” depois de ver o que existe além da cortina.
Glinda e Elphaba ganharam um arco completo, sim. Mas a combinação de:
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bilheteria gigante,
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fandom hiperativo,
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e um material literário ainda pouco explorado no audiovisual
coloca a Universal diante de um dilema que muitos estúdios adorariam ter: como continuar sem esvaziar o que já foi contado?
Se a próxima etapa for mesmo esse “complemento” sugerido por Stephen Schwartz e Winnie Holzman, a chave vai ser encontrar um equilíbrio entre novidade e familiaridade. Oz aguenta outros protagonistas, outras gerações e outros conflitos — desde que a essência que conquistou o público (amizade, pertencimento, preconceito e resistência) continue ali, mesmo que em segundo plano.
Até lá, a sensação é de que Wicked: For Good está menos para “fim da linha” e mais para fim de temporada de um universo que ainda tem muito para cantar.
E você, voltaria pra Oz de novo?
Você acha que Wicked deve ganhar um novo filme, uma espécie de spin-off ou esse “complemento” que o Stephen Schwartz sugeriu?
Preferiria algo focado em Liir, nas próximas gerações de Oz ou numa história totalmente diferente dentro do mesmo mundo?
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marca quem já viu Wicked mil vezes no cinema ou no palco,
e segue o Gente de Expressão pra acompanhar cada passo desse possível “Oz Cinematic Universe”. 💚
