Depois de bandaids e das críticas a 143, nova era da cantora deve buscar menos pista de dança automática e mais coração — com produção de Greg Kurstin e Cirkut e previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2026.
Uma nova chance para contar a própria história
Katy Perry está fechando mais um capítulo de turnê mundial, mas, ao que tudo indica, a cabeça dela já está em outra coisa: o próximo álbum de estúdio. Segundo fontes ouvidas pelo tabloide britânico The Sun, o disco que sucede 143 estaria “quase pronto” e trará músicas mais vulneráveis, inspiradas em desafios pessoais recentes da cantora — de questões familiares à pressão pública em torno de sua carreira e relacionamentos.
O ponto de virada dessa fase teria sido bandaids, single lançado no mês passado, descrito pela própria Katy como uma das faixas mais honestas que ela já escreveu. A música, mais contida e confessional, soou para muitos fãs como um pedido de desculpas e, ao mesmo tempo, um recado: ela ainda quer disputar espaço no pop, mas jogando com outras cartas.
Depois de 143, um ajuste de rota necessário
Não é segredo que 143, lançado em 2024, não teve o impacto que se esperava de uma das maiores hitmakers dos anos 2010. Críticos apontaram o disco como genérico, pouco inspirado e preso a uma fórmula EDM/dance-pop que já não conversa tanto com o pop atual, mais emocional e introspectivo.
Resenhas internacionais descreveram o álbum como “esquecível” e “sem propósito”, observando que, apesar da experiência de palco e da visibilidade da cantora, o projeto parecia deslocado em relação à cena pop de hoje. Parte dessa reação negativa também veio da polêmica volta ao trabalho com Dr. Luke, ponto criticado por fãs e imprensa e que ofuscou o lançamento.
Diante desse cenário, a estratégia agora parece outra: em vez de dobrar a aposta em hinos de pista, Katy estaria mirando em um álbum mais íntimo, focado em letras sobre frustração, amadurecimento, maternidade e o impacto emocional de rodar o mundo em turnê.
Como deve soar o novo álbum de Katy Perry?
De acordo com as informações que circulam nos bastidores, o novo disco foi escrito e gravado quase todo em segredo ao longo de 2025, entre uma data e outra da The Lifetimes Tour — turnê que passou por América do Norte, Oceania, América do Sul, Europa e agora termina na Ásia.
Do lado da produção, dois nomes chamam atenção: Greg Kurstin e Cirkut. O primeiro é um dos produtores mais respeitados do pop atual, com trabalhos ao lado de Adele, Sia e Foo Fighters. Já Cirkut fez parte de algumas das fases mais bem-sucedidas de Katy, participando de hits da era Teenage Dream e de outros projetos que ajudaram a consolidar a cantora como máquina de números 1 na década passada.
Fontes próximas à produção indicam que:
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As músicas teriam uma sonoridade pop, mas com arranjos menos “plásticos” e mais orgânicos, misturando piano, guitarras limpas e batidas mais contidas.
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As letras falariam abertamente sobre desgaste emocional, fama, expectativas do público e reconstrução da autoestima depois de uma fase considerada “morna” pela crítica.
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A proposta seria aproximar Katy da tendência do “pop confessional” que vem rendendo bons resultados para artistas como Olivia Rodrigo e Sabrina Carpenter — mas sem abrir mão dos refrães gigantes que sempre foram marca registrada da cantora.
Se tudo correr como planejado, o álbum chega no primeiro semestre de 2026, menos de dois anos depois de 143. Uma janela de tempo curta que, ao mesmo tempo, mostra urgência em virar a página e confiança de que o material novo é mais forte.
Pós-“bandaids”: vulnerabilidade como estratégia (e como catarse)
bandaids funciona quase como manifesto dessa nova fase. A faixa trouxe uma Katy machucada, mas lúcida, falando sobre feridas emocionais que a fama não consegue “tampar” com glitter. Para além da estética, a escolha do single passa uma mensagem: ela sabe que o público hoje está mais interessado na artista de carne e osso do que na persona perfeita do clipe.
Também é impossível ignorar o contexto: depois de anos sendo comparada à própria era de ouro (Teenage Dream, Prism), Katy viu seu espaço diminuir em um cenário dominado por outras narrativas femininas — mais cruas, menos “motivacionais de comercial”. Assumir a vulnerabilidade agora não é só gesto artístico; é uma forma de reposicionar sua carreira em uma indústria que está premiando justamente quem se arrisca emocionalmente.
O que esse “comeback” pode significar para a carreira dela?
Se o novo álbum entregar o que está sendo prometido, ele tem potencial para ser o projeto mais importante de Katy desde Prism. Não necessariamente em números — mesmo com certificações robustas, é difícil repetir os feitos de 2010 —, mas em narrativa: a artista que, depois de uma sequência de tropeços, senta, respira e decide fazer um disco que olha para dentro em vez de mirar apenas no topo das paradas.
Para os fãs, isso pode significar:
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Setlists mais emocionais em futuros shows, mesclando os clássicos (Firework, Roar, Teenage Dream) com baladas novas que conversem com a fase adulta do público.
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Clipe e identidade visual menos caricatos, apostando em estética mais madura, mas ainda divertida.
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A chance de ver Katy Perry reconectada com o que sempre foi seu diferencial: a capacidade de contar histórias pessoais com refrões gigantes, entre o drama e o humor.
Gente de Expressão comenta:
Katy Perry está numa encruzilhada rara para uma popstar com mais de uma década de estrada. Ao mesmo tempo em que ainda é um nome gigantesco de cultura pop, ela sabe que não domina mais as conversas como em 2010. Talvez por isso esse novo álbum, descrito como vulnerável e pessoal, seja tão importante: ele pode finalmente alinhar a imagem pública da artista com a mulher que amadureceu, virou mãe, errou, acertou e continuou ali, insistindo no palco.
Se 143 soou como uma tentativa de repetir fórmulas antigas, tudo indica que agora a missão é outra: arriscar, mesmo que isso signifique se expor mais e aceitar que o próximo grande hit pode não ser apenas o mais grudento… mas também o mais honesto.
E você, acha que vem aí o grande comeback da Katy ou prefere a fase puramente farofa de Teenage Dream?
Conte pra gente!
Qual é a sua fase favorita da Katy Perry? O que você espera desse álbum mais vulnerável: baladões para chorar no banho, hinos de superação ou uma mistura dos dois? Comenta, compartilha a matéria com aquele amigo katycat e fica de olho nas próximas atualizações.
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