Estratégia da Disney mira o hype máximo: manter fãs voltando ao cinema toda semana para ver novos trechos do próximo grande evento da Marvel enquanto impulsiona a bilheteria do novo Avatar.

Se você achou que a Disney ia tratar Vingadores: Doomsday como “apenas mais um filme” do MCU, pode repensar agora. De acordo com informações veiculadas pelo The Hollywood Reporter e repercutidas por diversos portais especializados em cinema e cultura pop, o estúdio estaria preparando uma jogada agressiva de marketing: lançar quatro trailers diferentes do filme, um por semana, exclusivamente nos cinemas antes das sessões de Avatar: Fogo e Cinzas.

A ideia seria simples — e genial do ponto de vista comercial: se você quiser ver todo o material de divulgação de Vingadores: Doomsday em primeira mão, vai precisar voltar ao cinema mais de uma vez para assistir Avatar nas telonas.

Num cenário em que público ainda não voltou aos níveis pré-pandemia e blockbusters precisam se provar muito rapidamente na bilheteria, essa dobradinha Marvel + Pandora tem tudo para ser um dos movimentos mais comentados de 2025.

Como funcionaria o “festival de trailers” de Vingadores

Segundo o plano apontado pela reportagem citada, a Disney teria estruturado a campanha assim:

  • Quatro semanas seguidas, cada uma com um trailer diferente de Vingadores: Doomsday;

  • Cada trailer ficaria em cartaz por sete dias, sempre exibido antes das sessões de Avatar: Fogo e Cinzas;

  • Ao fim do “ciclo”, o público que for ao cinema semana após semana teria visto um mosaico maior da história, com cenas diferentes, possivelmente focadas em núcleos distintos de heróis.

Não há confirmação oficial da Marvel Studios até agora — o estúdio se recusou a comentar as especulações, como já é praxe nesse tipo de campanha surpresa. Mas o timing faz sentido: Vingadores: Doomsday tem lançamento previsto para 18 de dezembro de 2026, enquanto Avatar: Fogo e Cinzas chega aos cinemas em 19 de dezembro de 2025, ocupando praticamente o mesmo “slot natalino” que a Disney gosta de reservar para seus gigantes de bilheteria.

Na prática, seria uma forma de transformar cada semana de exibição de Avatar em um mini-evento também para os fãs da Marvel.

Por que a Disney precisa tanto que Avatar arrebente nas bilheterias

Avatar: Fogo e Cinzas é o terceiro capítulo da franquia de James Cameron, sequência direta de Avatar: O Caminho da Água, que arrecadou mais de 2,3 bilhões de dólares e se consolidou como um dos filmes mais lucrativos da história.

Mas em 2025 o cenário é outro.
Nos últimos anos, o próprio Cameron vem falando, em entrevistas, sobre o novo clima de incerteza do cinema: a concorrência com o streaming, o impacto duradouro da pandemia na cultura de ir ao cinema e o fato de que o público, simplesmente, sai menos de casa do que em 2019. Em conversa recente no podcast The Town with Matthew Belloni, o diretor comentou que o custo dos filmes é “uma tonelada de dinheiro” e que, para dar lucro, “é preciso ganhar duas toneladas”, deixando claro o tamanho da pressão em cima de Avatar 3. Apple Podcasts

Mais do que isso: Cameron admitiu estar “absolutamente” pronto para encerrar a saga se Fogo e Cinzas não tiver desempenho suficiente para justificar Avatar 4 e Avatar 5, mesmo com roteiros já em desenvolvimento. Apple Podcasts

Ou seja, para a Disney, Avatar 3 não é apenas mais um blockbuster:
é um teste de resistência para o modelo de cinema de altíssimo orçamento — e para o futuro da própria franquia.

Colar o hype de Vingadores: Doomsday na campanha de Avatar seria, então, uma forma de:

  • Atrair o público de Marvel que talvez não estivesse tão ligado em Avatar;

  • Criar sensação de “evento contínuo”, em vez de um fim de semana forte e depois queda brusca;

  • E manter Fogo e Cinzas em pauta nas redes por um mês inteiro, com cada novo trailer de Vingadores virando assunto.

E o que podem ser esses quatro trailers?

Como nada foi confirmado oficialmente, o céu (e o multiverso) é o limite para a especulação. Fãs já levantam algumas possibilidades:

  • Um trailer para cada “time” de heróis:
    um focado nos Vingadores clássicos/remanescentes, outro nos Novos Vingadores/Thunderbolts, um terceiro no Quarteto Fantástico e um quarto nos X-Men, marcando de vez a integração dos mutantes no MCU;

  • Quatro versões levemente diferentes do mesmo trailer, com cenas alternativas, mais detalhes de vilões, alguns diálogos trocados e, talvez, um gancho final específico em cada versão;

  • Estrutura narrativa em capítulos, em que cada trailer aprofunda um pedaço da história, como se fossem partes de um prólogo dividido.

Qualquer que seja o formato, a mensagem é clara:
a Disney parece disposta a transformar Vingadores: Doomsday em um megaevento gradual, que começa muito antes da estreia e usa Avatar como palco de luxo para isso.

Avatar, Marvel e o desafio de manter o cinema como evento

O movimento também conversa com uma ansiedade que James Cameron tem repetido nas entrevistas: a ideia de que o público só sai de casa para ver o que parece, de fato, imperdível. Em 2025, ele mencionou que a frequência nas salas ainda gira em torno de 75% do que era em 2019 — um “golpe duplo” de pandemia e streaming que mudou para sempre a relação do público com a telona. Apple Podcasts

Do lado da Marvel, a situação também é de reconstrução. Depois de anos de domínio absoluto nas bilheterias, o estúdio enfrenta fadiga de público, críticas à qualidade irregular da Fase 4 e Fase 5 e uma pressão enorme para fazer dos novos Vingadores o grande retorno do hype. Lançar o primeiro material de Doomsday de forma controlada, “cinematográfica” e conectada a outro colosso da Disney é um jeito de recuperar essa aura de exclusividade que muitos fãs sentem falta.

Se der certo, essa estratégia pode inaugurar uma nova tendência:
grandes franquias “ancorando” umas às outras para salvar o ritual de ir ao cinema.

Gente de Expressão comenta:

No fim das contas, essa história dos quatro trailers de Vingadores: Doomsday diz tanto sobre o momento dos estúdios quanto sobre a relação do público com o cinema.

De um lado, temos James Cameron tentando manter viva uma franquia caríssima, visualmente absurda e pensada para ser vista na maior tela possível. Do outro, a Marvel tentando reconquistar um fandom que já não aceita qualquer coisa com logo do estúdio na capa.

Se a Disney realmente seguir em frente com esse plano, Avatar: Fogo e Cinzas pode virar mais do que “só” o terceiro capítulo da saga de Pandora: pode ser o palco de estreia da nova fase dos Vingadores e um teste definitivo para saber se o público ainda está disposto a viver esse tipo de experiência no cinema — várias vezes, em semanas seguidas.

E você, encara essa maratona? Voltaria ao cinema quatro vezes para ver todos os trailers diferentes de Vingadores: Doomsday antes de Avatar: Fogo e Cinzas?

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